
Aprender com o corpo, com os olhos e com o coração
A atividade “Quem tem ossos?” transforma uma pergunta simples em uma poderosa investigação infantil. Desde o início, as crianças observam, levantam hipóteses e se encantam ao descobrir quais animais possuem ossos internos e quais não.
Inspirado na pedagogia Montessori e nos campos de experiência da BNCC, esse projeto envolve a criança de forma ativa. Assim, o conhecimento deixa de ser algo distante e passa a fazer parte da vivência e da expressão da turma.
Objetivo da atividade
O projeto tem como objetivo principal desenvolver a habilidade de observação, comparação e classificação, usando como base as diferenças entre vertebrados e invertebrados.
Além disso, a proposta promove o raciocínio lógico, a ampliação do vocabulário e o estímulo à oralidade em situações de troca e diálogo.
Habilidades desenvolvidas
Ao participar dessa experiência, a criança:
- Compara e classifica animais com base em critérios concretos
- Aprende novos conceitos e amplia seu vocabulário científico
- Utiliza a coordenação motora fina em atividades práticas
- Trabalha em grupo, compartilha ideias e respeita opiniões
- Reflete sobre suas descobertas e argumenta com autonomia
Além disso, a atividade reforça a curiosidade natural da criança, transformando-a em conhecimento significativo.
Etapas da atividade
O projeto se organiza em momentos encadeados, nos quais cada etapa prepara o terreno para a seguinte. Dessa forma, a construção do conhecimento ocorre de maneira progressiva:
- Classificação com controle do erro: ao comparar imagens reais com suas versões internas (como raio-x ou ilustração anatômica), as crianças testam suas hipóteses de forma autônoma.
- Raio-X da mão: com tinta branca e cotonetes, cada criança recria a imagem dos ossos da mão, conectando a vivência corporal ao conteúdo.
- Montagem do esqueleto de animais: usando moldes e materiais simples, os pequenos constroem representações internas de animais vertebrados.
- Desenho por dentro: ao utilizar papel vegetal, eles representam o interior de animais invertebrados, entendendo sua estrutura corporal.
- Jogo “Quem sou eu?”: com pistas e perguntas, as crianças tentam adivinhar o animal e classificá-lo corretamente.
- Mini museu dos animais: ao final, os trabalhos são organizados em uma exposição, permitindo que todos compartilhem suas descobertas.
Essas atividades possibilitam o aprendizado ativo, promovendo o protagonismo infantil desde os primeiros anos escolares.
Aplicação em sala de aula
O projeto pode ser desenvolvido com crianças a partir dos 4 anos, em pequenos grupos ou em atividades coletivas. O ambiente preparado — com tapetes claros, imagens acessíveis e materiais organizados — favorece a concentração e a autonomia.
Enquanto isso, o professor acompanha o processo com escuta atenta, fazendo perguntas, acolhendo hipóteses e propondo novos desafios. Dessa maneira, as crianças se sentem respeitadas e confiantes para aprender.
Resultados alcançados
As crianças participaram com entusiasmo em todas as etapas. Elas se mostraram curiosas, colaborativas e observadoras. Além disso, o envolvimento emocional com o tema contribuiu para que os conceitos fossem compreendidos com facilidade.
Ao comparar imagens reais com estruturas internas, montar esqueletos, conversar e brincar, os alunos aprenderam com o corpo, com a fala e com a escuta. Assim, a proposta uniu ciência, arte e imaginação.
